Se estão a planear o vosso casamento na Quinta do Pé da Serra em 2026 ou noutro espaço em Portugal e procuram uma abordagem natural, focada nas pessoas e não apenas na estética, falem comigo. Terei todo o gosto em conhecer a vossa história.
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Há casamentos que ficam na memória pelo contexto. Outros, pelas pessoas. O da Margarida e do João ficou pelos dois motivos.
O casamento aconteceu no final de 2020, numa fase ainda marcada pela incerteza da pandemia. Planear um casamento nessa altura exigia flexibilidade, coragem e alguma fé de que tudo iria correr bem. Eles tinham adiado a data original durante o confinamento, mas decidiram que não queriam esperar mais.
E ainda bem.
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O Casamento da Margarida e João
Falaram comigo logo depois da primeira vaga. A nova data seria ainda nesse ano — algo que, na altura, parecia quase ousado.
Antes do grande dia, encontrámo-nos em Belém para uma sessão fotográfica. Foi uma forma leve de nos conhecermos melhor, sem pressão. Para mim, estas sessões ajudam muito: criam confiança e fazem com que, no dia do casamento, tudo flua com naturalidade.
Quando chegou o dia, a chuva marcou presença. As primeiras chuvas de outono trouxeram um ambiente diferente, mais recolhido. Confesso que soube bem. Há qualquer coisa de especial na luz suave dos dias nublados — funciona muito bem para uma abordagem documental, onde o foco está nas pessoas e nas emoções.
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Quinta do Pé da Serra
A cerimónia civil decorreu na Quinta do Pé da Serra. Este espaço, com origem no final do século XVIII, pertence ainda à mesma família — um detalhe que lhe dá continuidade e identidade.
Gosto particularmente de fotografar em locais com história. Nota-se na arquitetura, nos materiais, na forma como os espaços foram sendo adaptados ao longo do tempo. A Quinta do Pé da Serra junta esse carácter a uma vista aberta sobre o mar, que em dias limpos é impossível ignorar.
Nesse dia, o nevoeiro decidiu ficar. A maior parte do casamento aconteceu dentro de portas, o que acabou por criar uma atmosfera mais próxima e acolhedora. E, de certa forma, fez sentido com o momento que o mundo vivia.
Ao final da tarde, houve uma aberta inesperada. O suficiente para os convidados irem lá fora, respirarem fundo e conviverem com mais liberdade. E para nós aproveitarmos uma luz de fim de dia perfeita — daquelas discretas, mas cheias de intenção.
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Porquê casar na Quinta do Pé da Serra?
Casar na Quinta do Pé da Serra é escolher um espaço com identidade, história e uma ligação muito forte à paisagem envolvente.
Com origem no final do século XVIII e ainda pertencente à mesma família, a quinta mantém um caráter autêntico, sem perder o conforto necessário para receber um casamento contemporâneo. Essa continuidade sente-se nos detalhes arquitetónicos, nos materiais e na forma como os espaços foram preservados ao longo do tempo.
Um dos grandes trunfos é a localização privilegiada, com vista aberta sobre o mar da Ericeira. Em dias limpos, o horizonte torna-se parte do cenário do casamento — seja durante a cerimónia, o cocktail ou as fotografias ao final da tarde.
A versatilidade do espaço é outro ponto forte. A quinta permite organizar cerimónia civil, receção e festa no mesmo local, com zonas exteriores amplas e salas interiores acolhedoras. Isso é particularmente importante em casamentos de outono ou inverno, onde o plano B não é apenas uma alternativa, mas uma extensão natural do ambiente.
Para quem procura casar num espaço com história, vista de mar e uma atmosfera reservada, a Quinta do Pé da Serra consegue equilibrar tradição e simplicidade — dois elementos que funcionam muito bem numa abordagem de fotografia documental.
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Uma retrospectiva da pandemia
Escrevo este artigo já com distância suficiente para olhar para 2020 com outra perspetiva. Na altura, ainda não havia vacina e existia receio real em relação a ajuntamentos.
Ainda assim, este casamento contou com muitos convidados. Talvez por ter sido depois do verão, numa fase com menos casos. Todos fizeram testes antes do evento e no próprio dia, o que trouxe alguma tranquilidade.
O que mais me marcou não foi a logística ou as restrições. Foi perceber o quanto as pessoas precisavam daquele momento. Mais do que festa, havia necessidade de proximidade. Olhar nos olhos. Abraçar — mesmo que com cautela. Estar juntos.
Curiosamente, o facto de o casamento ter sido maioritariamente no interior contribuiu para essa sensação de calor humano. Foi, sem dúvida, um dos casamentos mais intensos que vivi nesse período.
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Caso tenha gostado do meu estilo fotográfico, poderá ter interesse em ficar a saber mais acerca do estilo de fotografia documental – despretencioso e autêntico, sem poses nem momentos forçados. Deixo aqui um artigo de opinião escrito por mim: “3 estilos de fotografia para escolher o fotógrafo do seu casamento“
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Fornecedores
Local do copo-de-água: Quinta do Pé da Serra
Wedding Sketcher: The Wedding Sketchers
Vestido da noiva: Pronovias




















































